O que é a condução distraída?
Os telemóveis tornaram-se uma parte essencial das nossas vidas. Ao conduzir, os condutores dependem dos seus telefones para obter direções, entretenimento ou alertas sobre a estrada. A vontade de desbloquear e tocar no ecrã para verificar as tendências é irresistível. Tanto que muitas vezes os condutores sentem-se à vontade para conduzir com apenas uma mão ou até mesmo sem as mãos no volante. As distrações na condução podem ser visuais, manuais, cognitivas ou uma combinação das três:
1. Visual: Quando o condutor tira os olhos da estrada
Olhar para o telemóvel durante 5 segundos para mudar a música que está a tocar a 96 km/h significa percorrer uma distância ligeiramente maior do que a de um campo de críquete — sem olhar para o aparelho.
2. Manual: Retirar uma ou ambas as mãos do volante
Os condutores que usam o telemóvel enquanto conduzem correm frequentemente o risco de se distraírem com as mãos. Tirar as mãos do volante numa rotunda, numa curva acentuada ou numa pista escorregadia pode ser extremamente perigoso.
3. Cognitivo: Conduzir com a mente confusa
Uma conversa telefónica acesa é suficiente para prejudicar a concentração de um condutor. Isto reduz a sua capacidade de reagir a emergências na estrada.

O que torna isto um problema significativo?
Assim, conduzir distraído deixou de ser apenas um hábito irresponsável e passou a ser um problema significativo de segurança pública. Não é novidade que o número de mortes no trânsito está a aumentar. Só em 2016, 1,5 milhões de pessoas morreram em todo o mundo em acidentes de viação envolvendo condutores distraídos.Com a crescente disponibilidade de telemóveis, a condução distraída tornou-se uma das principais causas de mortes na estrada. Nos Estados Unidos, 800 mil condutores distraídos inundam as estradas do país todos os dias. Mesmo com a aplicação rigorosa das leis, o risco de condutores distraídos não diminuiu. Até à data, os telemóveis e os sistemas de informação veicular continuam a dificultar as práticas de condução segura.

É natural assumir que os avanços no sentido da condução autónoma tornarão os automóveis mais seguros do que nunca. Os sistemas virtuais de assistência ao condutor, os alertas de saída de faixa e os avisos de colisão frontal ajudam os condutores a conduzir com confiança. No entanto, as pesquisas contam uma história bem diferente. 75% Num inquérito nacional europeu, 25% dos proprietários de veículos que utilizam sistemas de alerta de colisão frontal referiram sentir-se confortáveis a enviar mensagens de texto enquanto conduzem.
Como é que a telemática ajuda?
Frotas mais seguras não tornarão as nossas estradas mais seguras. Mas condutores mais seguros, sim. De acordo com a NHTSA (National Highway Safety Administration), 94% de todas as colisões são causadas por erro do condutor. Para limitar isto, os gestores de frotas estão a utilizar ativamente a telemática para gerar relatórios de desempenho dos condutores e reconhecer aqueles que conduzem em segurança.
Parece irónico usar mais tecnologia para resolver um problema tecnológico. Mas é verdade. A telemática pode ajudar a resolver o problema da condução distraída. A telemática, na sua fase inicial, tinha uma utilidade limitada: rastreamento de veículos e otimização de rotaMas a telemática evoluiu certamente. Com a ajuda de sensores, câmaras e software para exibir análises, hoje, qualquer pessoa pode identificar comportamentos de condução inseguros. Estes podem variar desde travagens bruscas e ralenti irregular até cintos de segurança não colocados e condutores distraídos!
1. Monitorização baseada em dados
Uma boa plataforma de telemática permite rastrear os condutores sem ultrapassar os limites da privacidade. Gera dados abrangentes e transforma-os em análises práticas. Travagens bruscas ou reduções repentinas de velocidade são as formas mais fáceis de identificar um condutor distraído. Com a ajuda do GPS e dos meios de comunicação sem fios, os condutores recebem alertas quando travam com muita frequência.

Por outro lado, os gestores de frotas podem utilizar alertas e outras análises de condução para criar relatórios de desempenho. Estas avaliações consideram uma série de fatores, como a velocidade média, o consumo de combustível, casos de distração e muito mais. Assim, proporcionam uma visão abrangente dos padrões de condução. Utilizando a tecnologia telemática, dados de condutores individuais Podem ser obtidos e utilizados para treino. Desta forma, as empresas podem realmente identificar os condutores com baixo desempenho e garantir que estão preparados para longas jornadas de condução.
2. Monitorização baseada em vídeo
Sistema de monitorização do motorista O DMS (Driver Attention Monitor), também conhecido como monitor de atenção do condutor, é uma ferramenta excecional para monitorizar a atenção do condutor e outras atividades da frota. Utiliza câmaras com detetores infravermelhos que detetam os movimentos faciais e oculares do condutor. Este sistema oferece uma visibilidade incrível e ajuda as empresas a monitorizar os seus motoristas, principalmente em viagens longas. Se algum condutor estiver desatento e com os olhos fora da estrada, o sistema irá alertá-lo. Os alertas em tempo real ajudam os condutores a recuperar o foco e são uma ótima forma de restabelecer práticas de condução mais seguras. Isto é especialmente relevante para frotas de camiões e veículos comerciais, uma vez que estes veículos geralmente passam longas horas na estrada. Por vezes, um simples alerta pode evitar acidentes fatais.

Um sistema de monitorização de condutores é uma ferramenta eficaz, mas ainda assim gera preocupações. Os condutores são céticos e temem a violação da privacidade devido à monitorização constante. De facto, ter um histórico detalhado e poder observar cada movimento dentro do veículo pode ser assustador. A sensação pode ser muito semelhante à do Big Brother. Para solucionar este problema, os prestadores de serviços devem cumprir os regulamentos da União Europeia. De acordo com estas regulamentações:
- Os sistemas não podem armazenar dados para além daqueles que são necessários e alinhados com os objetivos da recolha.
- Os dados não podem ser disponibilizados a terceiros em qualquer momento.
- Os sistemas devem ser concebidos para evitar sobreposições. Não podem ser utilizados para alertar os condutores de forma confusa, onde uma única ação aciona múltiplos sistemas.
As empresas podem educar os condutores sobre os seus direitos e regulamentos de privacidade, aproveitando também a oportunidade para construir confiança. O objetivo da sistema de monitorização do motorista O objetivo é maximizar a segurança – e isso precisa de ser explicado aos responsáveis da sua organização para que as operações sejam transparentes e fiáveis.
Em resumo:
Sem dúvida que a telemática é uma ótima notícia. Embora a tecnologia seja a principal causa da distração ao volante, também pode ser a solução, se for implementada corretamente. Com a monitorização baseada em dados e vídeo, é possível identificar facilmente os condutores distraídos. A abordagem educativa de uma plataforma de telemática ajuda a orientar e a recompensar os bons comportamentos ao volante. Pode até ajudar os condutores a compreenderem os riscos de segurança. A telemática promove a transparência e pode também ser um motivador intrínseco, ajudando os condutores a deixar o telemóvel de lado. A telemática fornece feedback aos condutores sobre os seus hábitos de condução em geral, para que aprendam a conduzir com mais segurança (menos travagens bruscas, menos contacto próximo com o veículo da frente). Além disso, a telemática pode auxiliar na definição de percursos mais seguros e até na manutenção de veículos mais seguros.